sábado, 31 de outubro de 2009

Play For Me!

Às vezes pensamos que a goiabeira do vizinho, dá goiabas melhores que a nossa. Tem gente que paga “mó pau” pra bandas de fora e deixa de prestigiar artistas que fazem trabalho de igual qualidade, aqui mesmo, na nossa “cidade morena” Campo Grande, num barzinho próximo de você. Gosta de Snow Patrol? Placebo? The Verve? Queria ir no show do Oasis, mas não pôde pagar 400 reais de ingresso e arcar com a passagem pra Sampa? Está afim de ver o Coldplay no Brasil, e não aguenta mais essa lenga lenga de datas adiadas? Calma lá, meu amigo, eu sei o que é isso! Mas também sei que há uma banda aqui na Big Field que faz um britrock pra “from UK” nenhum botar defeito. Sim, britrock composto em inglês por campo-grandenses para saciar a sede de quem gosta da boa música da terra da rainha. Estou falando da banda Lynks (que já se chamou Lynx), que sempre se apresenta nos principais bares voltados ao rock da cidade para um público fiel que os acompanham e os prestigiam. Nos shows, além de músicas das bandas citadas acima, eles apresentam um repertório próprio que surpreende. Melodias e refrões que grudam na cabeça desde a primeira vez que você escuta, como todo bom hit. E todas as música deles são hits. Músicas como: “I’ve Made It” que nada deve para “Yellow” do Coldplay, por ser tão linda quanto; “Be Free” e “Call My Name” que lembram as músicas mais antigas do Oasis. E mais uma vez eu digo, ainda bem que os temos por aqui! Ainda bem que, Gustavo, Diogo, Alexandre e Rafael, além de toda a correria que todos temos que enfrentar com o trabalho, estudos e família, se dedicam a essa paixão que corre no sangue e que, no caso do Rafael, está até cravada no braço com uma tatuagem: Lynx.


Atualmente eles estão na luta para gravar o primeiro álbum, repertório pra isso eles já tem. E tem também um democlipe da primeira música que a banda escolheu pra gravar em estúdio, “Play For Me” feito por mim. Foi a primeira experiência que eu tive de produzir um videoclipe. A idéia era simples: uma garota entra num salão sozinha, coloca pra tocar a música preferida dela (play for me, tchanam!!) e começa a imaginar que está em uma festa com os amigos com a banda tocando especialmente pra ela. Chamei o Alysson (da banda Repúdio) que estuda comigo pra filmar e uma amiga me indicou a Juliana Rachidi pra atuar. No dia da gravação imprevistos (previstos) aconteceram e não tinha gente suficiente pra fazer a cena da festa. O plano “B” entrou em ação e filmamos só a banda e a Juliana, que foi muito, muito bem :) Reconheço que o resultado não ficou tão bom como eu esperava, fico triste por, naquele momento, não ter feito um trabalho à altura, como eles merecem. Hoje quando assisto ao vídeo, não vejo um trabalho de um profissional, pelo menos não de um profissional que eu quero ser, que estudo pra ser. De lá pra cá procurei evoluir e o segundo clipe que fiz, com a banda Dimitri Pellz, mostrou isso. Contudo, este vídeo do Lynks é muito especial pra mim, porque me proporcionou experiências muito legais como acadêmico, uma delas foi participar de dois festivais de audiovisual universitários com o clipe. Agradeço sempre a eles, por terem me dado essa oportunidade e por acreditarem em mim. Tudo o que eu puder fazer pra divulgar o som do Lynks, eu vou fazer. O principal motivo de ter feito esse clipe, foi esse e se alguém conheceu a banda através dele ou se você vai conhecê-los agora, me sinto feliz de cumprir meu propósito.

www.myspace.com/lynxbandbr

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dance With Fire!

O Dimitri Pellz é uma das bandas que salvam a cena musical de Campo Grande do marasmo e da futilidade. Ouvindo as músicas gravadas em estúdio, você pode até contestar minha opinião. Mas te desafio a ir em uma apresentação da banda, no Barfly. Geralmente eles sobem ao palco quando se passa das três da manhã, encerrando a noite, bem no momento que você pensa que já viu tudo e cogita ir embora pra pegar de jeito aquela "baixinha de quatro" que está te esperando no seu quarto. E é aí, meu caro, que eles te fazem ficar mais um pouquinho pra te provar, ou praticamente esfregar na sua cara, que fazem sim, um dos melhores shows deste estado. Com intensidade, álcool, suor, sangue (de mentirinha e de verdade, também) e muita carisma, eles destroem tudo com um rock sujo, que faz lavar a alma! Impossível sair imune.


E foi em uma dessas noites no Barfly, que eu tomei coragem e falei com o Samambaia (dos teclados) sobre um trabalho da faculdade que eu teria que fazer pra matéria de iluminação e fotografia, que se tratava de iluminar (rá!) uma banda tocando ao vivo nos estúdios da Universidade Católica Dom Bosco - UCDB, e que eu tinha pensado no Dimitri Pellz... Muito gente boa, ele conversou com os outros integrantes da banda e depois, pra minha alegria, me deu a resposta que tinham aceitado. E logo a alegria deu lugar a ansiedade e a preocupação de fazer bem feito, afinal, estava lidando com uma banda que a cada dia ganha mais admiradores. Depois de muita troca de e-mail com a banda e madrugadas pensando, decidimos a música e a ideia estava pronta na minha cabeça. Nada melhor que retratar o "rock sujo e vermelho" com a música Dance With Fire, uma das minhas preferidas ao vivo, literalmente no vermelho. E foi assim.




Obrigado, Dimitris!

Prazer!

Do 8 ao 80, lá estou eu caminhando entre as extremidades da vida. E entre o caminho de um ponto ao outro, muita confusão. Tanta que às vezes, nem eu me reconheço mais. E aí é difícil.

Com isso, eu descobri que o meu maior inimigo, sou eu mesmo. E Depois disso, foi mais fácil.

Aqui quero retratar as extremidades que me formam como pessoa, de um ponto ao outro, e tudo o que tiver entre eles. O que faz a minha cabeça pulsar...

Prazer!